DIRIGISMO RÚPTIL: BREVES REFLEXÕES ACERCA DO REFUSAL TO DEAL

  • Pedro Henrique Colares Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN)

Resumo

O presente trabalho analisa a conduta anticoncorrencial denominada na literatura como recusa de contratar. Tal prática, a princípio mera liberalidade dos agentes econômicos, ganha contorno preocupante quando exercida de maneira abusiva, conquanto seja carente de pressupostos objetivos para uma segura constatação, com vistas a evitar ingerências indevidas em práticas comerciais lícitas. Busca a primeira parte do artigo delinear um quadro teórico no viés econômico, para a compreensão dos aspectos microeconômicos envolvidos. Em seguida, examina-se o viés jurídico da questão, com o intuito de identificar os princípios informadores no regime de contratação entre particulares, os elementos de configuração do ilícito e o trato da conduta tanto pelas agências de concorrência do exterior quanto pelo CADE. Conclui-se pela necessidade de uniformização do trato da matéria, com vistas a assegurar segurança jurídica aos agentes econômicos, bem como maior difusão de informações sobre o controle desta conduta. 

Biografia do Autor

Pedro Henrique Colares, Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN)
  
Publicado
2019-11-27
Seção
Revista de Defesa da Concorrência